Um dia resolvi que nao mais usaria acentos. Alias, mais do que isso, ja que assassinaram o meu tao querido trema (sim, trata-se de uma palavra masculina), resolvi abandonar todos os sinais diacriticos. Deixarei que o contexto resolva os casos dubios e, se ainda assim restar alguma duvida, deixarei que a ambiguidade seja resolvida pelo proprio leitor. Alias, tudo tudo nao. Abrirei apenas duas excecoes: A primeira — que nem eh tao excecao assim, uma vez que a grafia esta errada de qualquer jeito — decidi usar nao para ajudar o leitor, apesar do obvio beneficio que lhe trara, mas porque me traz uma boa lembranca dos tempos de faculdade: usar “eh” para o verbo e “e” para a conjuncao. A segunda, para honrar a escolha de meus pais ao decidirem meu nome: André. Ou seja, a menos deste belo nome proprio, a culpa por qualquer sinal diacritico que porventura apareca no texto sera ou do corretor ortografico automatico, que, tentando me ajudar, acabou atrapalhando, ou de algum revisor desavisado que tentou ser mais realista do que o rei.

E esta sera a minha identidade literaria. Eh boa? Provavelmente nao, mas sera uma aventura divertida!

André Barsottini